A Galeria Zé dos Bois volta a promover um casamento perfeito entre música e espaço ao acolher, já esta quinta-feira, o concerto de Colleen na Igreja de St. George, em Lisboa. A artista belga volta a Portugal uma semana depois de The Weighing Of The Heart , o seu primeiro em seis anos, ter saído para as lojas, gerando o burburinho bom que se espera relembre ou acorde muita gente para o enorme talento de Cécile Schott na composição de ambientes onde o clássico e electrónico se fundem. O concerto está marcado para dia 23 às 21h30. Os bilhetes custam 8€. 

A Galeria Zé dos Bois volta a promover um casamento perfeito entre música e espaço ao acolher, já esta quinta-feira, o concerto de Colleen na Igreja de St. George, em Lisboa. A artista belga volta a Portugal uma semana depois de The Weighing Of The Heart , o seu primeiro em seis anos, ter saído para as lojas, gerando o burburinho bom que se espera relembre ou acorde muita gente para o enorme talento de Cécile Schott na composição de ambientes onde o clássico e electrónico se fundem. O concerto está marcado para dia 23 às 21h30. Os bilhetes custam 8€. 

Ambos lançaram álbuns este ano, e ambos estão em tour, se bem que de lados diferentes do Atlântico (ainda não perdoámos os Foxygen pelo cancelamento da tour europeia e consequente não-comparência no Primavera Sound). Tanto a banda de Sam France e Jonathan Rado com o holandês Jacco Gardner lançaram novos videoclipes recentemente, para No destruction e Chameleon, respectivamente – o primeiro imensamente colorido e assente numa estética indubitavelmente norte-americana (entrevemos ali um desencantamento do American Dream parente de Hunter S. Thompsons e afins), e o segundo num b/w sóbrio, se bem que não menos hipnotizante. É de ver e suspirar por uma visita a terras lusas.

A proposta musical imperdível para o mês de Maio acontece já no próximo fim-de-semana em Lisboa e Porto. William Basinski vai estar no Teatro Maria Matos e na Culturgest para dois concertos que visitarão um percurso de longos anos na exploração das sonoridades imateriais que fizeram do seu nome um dos maiores da música ambiente das últimas décadas. É dele o clássico  The Disintegration Loops, obra-prima lançada em volumes e que é o apogeu de uma carreira que continua a dar frutos. O mais recente, Nocturnes, é o primeiro registo depois de algum tempo dedicado a outros projectos colaborativos (participou, por exemplo, na peça The Life And Death Of Marina Abramovic, retratada no documentário homónimo exibido na passada edição do Estoril & Lisbon Film Festival). É mote para a visita a Lisboa e Porto,  a 11 e 13 de Maio, respectivamente. 

A proposta musical imperdível para o mês de Maio acontece já no próximo fim-de-semana em Lisboa e Porto. William Basinski vai estar no Teatro Maria Matos e na Culturgest para dois concertos que visitarão um percurso de longos anos na exploração das sonoridades imateriais que fizeram do seu nome um dos maiores da música ambiente das últimas décadas. É dele o clássico  The Disintegration Loops, obra-prima lançada em volumes e que é o apogeu de uma carreira que continua a dar frutos. O mais recente, Nocturnes, é o primeiro registo depois de algum tempo dedicado a outros projectos colaborativos (participou, por exemplo, na peça The Life And Death Of Marina Abramovic, retratada no documentário homónimo exibido na passada edição do Estoril & Lisbon Film Festival). É mote para a visita a Lisboa e Porto,  a 11 e 13 de Maio, respectivamente. 

Crítica: “A Bad Wind Blows in My Heart”, Bill Ryder-Jones

Ana Leorne

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Há vida depois dos The Coral, e a prova é que a carreira de Bill Ryder-Jones não só sobreviveu à sua saída da banda em 2005, depois de complicações de saúde relacionadas com o stress, como se tornou num dos filmscore songwriters mais fascinantes da nova geração.

Após a banda-sonora de Leave Taking e If…, eis que na semana passada A Bad Wind Blows in My Heart (Domino Records) viu finalmente a luz do dia. Gravado na casa da sua própria mãe em Liverpool, o álbum de Ryder-Jones foi precedido pelo single He took you in his arms, cuja atmosfera unattached respira cidades industrializadas e primeiros arrepios da manhã, os tais que nos arrancam dos sonhos e nos atiram sem aviso para a hora mais fria.

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Documentário em jeito autobiográfico ou autobiografia em jeito de documentário, PDL-LIS é o primeiro documentário de Diogo Lima, um estudante de cinema natural da pós-Atlântida, e que conta já com dois prémios (Melhor Filme dos Açores e Prémio Regional Novos Talentos Restart), atribuídos no primeiro Panazorean International Film Festival. Exercício fílmico sobre a identidade cultural insular vs. a adopção do continente como terreno estratégico de evolução profissional natural, PDF-LIS faz a sua estreia em terras alfacinhas no âmbito do Panorama 2013, numa sessão conjunta com Noite de Festa, de Tiago P. de Carvalho.

Fauve não é um projecto comum. Tal como pode ser lido no seu site, Fauve é um colectivo artístico, aberto a novos projectos e colaborações, feito de quem o quer fazer e «deseperadamente optimista». Assim, torna-se mais complicado atribuir «culpas» neste vídeo magnífico de Blizzard, cujos oito minutos e meio cruzam a nouvelle scène française com o spoken word, magnificamente ilustrado por imagens de Paris numa fotografia mais-que-admirável. Uma curta, um videoclip…? Peu importe, é Fauve.

Crítica: “Sun Pavilion”, Triptides

Gonçalo da Silva Nova

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Som franzino assim de quartinho de hotel.
Simpático, mas nada de especial.
Uma coisinha bonita, que não acrescenta.
Um som de fita, mas fixe. Ouve-se bem.
Quem for do género de escolher bandas e música que mais ninguém conhece nem ouve só porque sim, esta pode ser uma das melhores picks.
Outra: é um beijinho bate-chapas (que expressão pouco condizente com a delicadeza do gesto, do acto), ou, como dizem os brasileiros: um selinho.
Gostei, é um disco que rola para não se prestar mínima atenção, só acompanhar.
Também faz falta. Faz?

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Crítica: “Allah-Las”, Allah-Las

Gonçalo da Silva Nova

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Parecem aquelas histórias de amor perfeito.
Conheceram-se numa loja de discos e começaram a fazer música numa cave entre as montanhas e a praia, na Califórnia.
É daí a perfeição: é a música que pinta quadros para cegos.
São coisas feitas para quem sente.
Soa bem com exposição exagerada num filme a cores, super 8.
Paixões antigas.
Dos quadros, pinceladas meias que misteriosas enfeitam.
Que disco lindo e viciante, tipo detalhe num sorriso.

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Na semana em que os Foxygen disponibilizaram gratuitamente um álbum inédito (segundo o Facebook da banda, gravado entre 2006 e 2007 quando Sam France e Jonathan Rado tinham apenas 15 anos) intitulado Jurrassic Exxplosion Philippic e com umas épicas 36 faixas, foram também lançadas as sessões La Blogothèque. Filmados nas ruas de Paris no início deste ano, os dois vídeos (On blue mountain e In the darkness/No destruction) fazem parte da rubrica Concert À Emporter e trazem um colorido neo-hippie à banda de We Are the 21st Century Ambassadors of Peace and Magic – aliás, a atitude poseur de Sam France lembra Stones nos últimos tempos de Brian Jones e traz à memória o meltdown do vocalista no SXSW, sendo discutível se terá sido esse incidente a causa do cancelamento da tour europeia da banda (na qual estava incluída a presença no nosso país, no Primavera Sound). O certo é que com ou sem dramas internos próprios de uma banda que cresceu demasiado depressa em poucos meses, as sessões live da Blogothèque provam o quão firmes as canções de Foxygen se aguentam com uma guitarra, pandeireta e pouco mais. E uma maçã roubada, que é o plot da história toda.

É véspera de feriado e há festa no Musicbox. Na 13ª  RockitNight, a curadoria é da responsabilidade de DJ Ride, que faz regressar Lapalux depois de o projecto de Stuart Howard ter participado há poucos meses no Jameson Urban Routes. Desta vez há álbum para apresentar, lançado que foi Nostalchic pela famosa Brainfeeder no mês passado e que tem marcado a electrónica deste ano de 2013. 

Tudo começa às 22h30 com a luso-irlandesa Sarah Linhares (artista em ascensão que vai dando cartas na fusão das sonoridades digitais com o universo pop e soul) e termina com  Nery e o próprio DJ Ride.  Os bilhetes custam 8€ e podem ser comprados aqui. 

É véspera de feriado e há festa no Musicbox. Na 13ª  RockitNight, a curadoria é da responsabilidade de DJ Ride, que faz regressar Lapalux depois de o projecto de Stuart Howard ter participado há poucos meses no Jameson Urban Routes. Desta vez há álbum para apresentar, lançado que foi Nostalchic pela famosa Brainfeeder no mês passado e que tem marcado a electrónica deste ano de 2013. 

Tudo começa às 22h30 com a luso-irlandesa Sarah Linhares (artista em ascensão que vai dando cartas na fusão das sonoridades digitais com o universo pop e soul) e termina com  Nery e o próprio DJ Ride.  Os bilhetes custam 8€ e podem ser comprados aqui