Super-Homem como Batman
Francisco Neves
Lançados esta semana, os primeiros teasers de promoção a Man Of Steel (a nova incursão de Super-Homem no grande ecrã) parecem acentuar a importância que este regresso tem para as adaptações cinematográficas das bandas desenhadas da DC Comics. Na altura em que estreia nas salas o último capítulo da mais recente versão de Batman, a decisão de trazer de volta o primeiro grande super-herói traz consigo mais do que uma tentativa de fazer esquecer a última aventura do personagem no cinema (alguém se lembra de Super-Homem Regressa?). Terá, acima de tudo, a difícil tarefa de dar continuidade ao legado deixado pela trilogia de Christopher Nolan que, no meio de vários falhanços (Lanterna Verde, estreado no ano passado, será o exemplo mais recente), é actualmente a grande referência entre os filmes baseados em obras da editora.
A pressão surge também pelo sucesso da Marvel, principal concorrente, que tem visto muitos dos seus filmes (desenvolvidos pela Marvel Studios, secção da editora exclusivamente dedicada ao cinema) bem recebidos pela crítica e pelo público. O estrondoso sucesso de Os Vingadores virá facilmente à memória (é já o terceiro filme mais rentável de sempre) e serve de exemplo das apostas acertadas que tem feito em produções como o Homem-de-Ferro, Capitão América ou mesmo Homem-Aranha. Através de objectos de puro entretenimento, consegue ocasionalmente lançar obras mais densas do que o aspecto visual rico em efeitos especiais possa dar a entender à partida, seja pela constante integração de questões minoritárias nos filmes X-Men ou pelo génio de Joss Whedon na análise à condição humana em vários momentos de Os Vingadores.