Crítica

Crítica: “A Bad Wind Blows in My Heart”, Bill Ryder-Jones

Ana Leorne

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Há vida depois dos The Coral, e a prova é que a carreira de Bill Ryder-Jones não só sobreviveu à sua saída da banda em 2005, depois de complicações de saúde relacionadas com o stress, como se tornou num dos filmscore songwriters mais fascinantes da nova geração.

Após a banda-sonora de Leave Taking e If…, eis que na semana passada A Bad Wind Blows in My Heart (Domino Records) viu finalmente a luz do dia. Gravado na casa da sua própria mãe em Liverpool, o álbum de Ryder-Jones foi precedido pelo single He took you in his arms, cuja atmosfera unattached respira cidades industrializadas e primeiros arrepios da manhã, os tais que nos arrancam dos sonhos e nos atiram sem aviso para a hora mais fria.

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Crítica: “Sun Pavilion”, Triptides

Gonçalo da Silva Nova

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Som franzino assim de quartinho de hotel.
Simpático, mas nada de especial.
Uma coisinha bonita, que não acrescenta.
Um som de fita, mas fixe. Ouve-se bem.
Quem for do género de escolher bandas e música que mais ninguém conhece nem ouve só porque sim, esta pode ser uma das melhores picks.
Outra: é um beijinho bate-chapas (que expressão pouco condizente com a delicadeza do gesto, do acto), ou, como dizem os brasileiros: um selinho.
Gostei, é um disco que rola para não se prestar mínima atenção, só acompanhar.
Também faz falta. Faz?

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Crítica: “Allah-Las”, Allah-Las

Gonçalo da Silva Nova

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Parecem aquelas histórias de amor perfeito.
Conheceram-se numa loja de discos e começaram a fazer música numa cave entre as montanhas e a praia, na Califórnia.
É daí a perfeição: é a música que pinta quadros para cegos.
São coisas feitas para quem sente.
Soa bem com exposição exagerada num filme a cores, super 8.
Paixões antigas.
Dos quadros, pinceladas meias que misteriosas enfeitam.
Que disco lindo e viciante, tipo detalhe num sorriso.

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Crítica: “Psycho Tropical Berlin”, La Femme

Ana Leorne

E começar por onde? Os La Femme já passaram o estatuto de simples banda e correm o risco de se tornarem numa estética por direito próprio, com uma sonoridade a que chamam – ou que outros chamam, porque nestas coisas da Internet nunca se sabe muito bem quem atirou a primeira pedra – «strange wave».

Psycho Tropical Berlin é o álbum de estreia da banda, mas isso não quer dizer que esteja cheio de inéditos; muitas das faixas são de registos anteriores (La Femme, Hypsoline, It’s time to wake up 2023 e Sur la planche 2013 foram extraídos do EP homónimo que saiu no início do ano e do qual falámos aqui), ou de singles que os La Femme iam lançando em jeito de ensaio para o primeiro longa-duração (La femme ressort, Françoise). Mas isso não torna Psycho Tropical Berlin menos genial.

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Crítica: “The Next Day”, David Bowie

Ana Leorne

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Digerir o novo album de David Bowie é tarefa complicada; não por ser demasiado denso ou extremamente complexo (ou seja, não é nada a que não estejamos já habituados) – a dificuldade que temos em voltar a respirar após a escuta integral de The Next Day tem a ver com todo um peso psicológico derivado do jogo que Bowie empreendeu quando, no dia do seu aniversário, lançou a H-Bomb chamada novo-single-novo-vídeo-e-novo-álbum-após-10-anos. E fomos todos apanhados desprevenidos – tal e qual um mini ataque nuclear.

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Crítica: “We Are the 21st Century Ambassadors of Peace and Magic”, Foxygen

Ana Leorne

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Não podemos dizer que é um começo brilhante, porque não é um começo; We Are the 21st Century Ambassadors of Peace and Magic é o segundo álbum de estúdio do duo californiano Foxygen, mas o seu antecessor, Take The Kids Off Broadway (2012), passou medianamente despercebido mesmo no seu habitat natural (leia-se Pitchfork e afins).

O primeiro single de WAT21CAOPAM (Jagjaguwar, 2013), Shuggie,  viu a luz do dia ainda em Outubro passado, mas foi San Francisco, lançado no início de Janeiro, que fez barulho suficiente para colocar Jonathan Rado e Sam France no mapa dos melhores álbuns de 2013, pelo menos até agora (vejo-me como uma mulher de fé).

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Crítica: “Stubborn Heart”, Stubborn Heart

Gonçalo da Silva Nova

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O álbum homónimo de estreia de Stubborn Heart é, cumulativamente, uma lufada de ar fresco e surpreendente.
Os sons são deliciosos desde o momento um, é tão inteligente que leva a crer que o momento dois não será tão bom. Mas não.

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