Qual é a série de televisão por que mais anseiam na primeira metade de 2013?
Califonication, Depois do Adeus, Dexter, Downton Abbey, Game of Thrones, Girls, Mad Men, Shameless, The Newsroom ou The Walkind Dead? Responda na página do R no Facebook.
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Isabel Castro

Um miúdo de bicicleta, Oxford, anos 20 do século passado. Dois outros miúdos, também em bicicletas do pós-guerra, pedaladas loucas, sorrisos, uma aposta. O primeiro miúdo – o miúdo desta história – quer ser escritor, sabe que vai ser escritor. Mas, antes disso, está o problema da virgindade que ainda o persegue. Assim começa Any Human Heart, uma série em quatro episódios que, na realidade, é o desdobramento de um filme: pela fotografia, pela forma como se desenrola, pela narrativa.
Any Human Heart é a adaptação do romance homónimo de William Boyd, feita pelo próprio autor. Boyd foi buscar a Henry James o título do livro, foi roubar ao século XX muitas das personagens que vão compondo a história, cruza ficção e realidade no relato de uma vida que podia ter existido.
Isabel Castro
E aqueles que, por serem menos mauzinhos, passam a ser os bons da história, mesmo que matem à machadada os inimigos, bem piores do que eles. O título diz tudo: estamos perante uma guerra de tronos, ou várias guerras por um trono, num mundo fantástico que nasceu na literatura (pela arte de George R. R. Martin) e passou para a televisão, com a bênção da HBO e o trabalho criativo de David Benioff e D. B. Weiss.
Liliana Pacheco

Nos últimos anos, temos assistido ao aparecimento de vários conteúdos para televisão e cinema que evocam o imaginário norte-americano dos anos 1950 e 60 – por exemplo, a multi-premiada série Mad Men (da AMC), que recria o ambiente de uma agência de publicidade nos anos 60, ou a recentemente estreada Pan Am (ABC), sobre o quotidiano das hospedeiras da mítica companhia aérea norte-americana, num tempo em que viajar de avião era sinónimo de exclusividade e em que a profissão de hospedeira era uma das mais glamorosas do mundo. A cadeia de televisão NBC estreou em Setembro do ano passado The Playboy Club, reconstituindo a época de ouro do famoso clube de Hugh Hefner e das suas famosas coelhinhas. Outro exemplo é a série The Kennedys, que retrata os dilemas de uma das famílias mais importantes dos EUA, ou a já distinguida Mildred Place.
O Reino Unido também não parece escapar a esta onda de nostalgia, com a estreia de The Hour, na BBC 2, que se concentra nas aventuras de jornalistas da BBC nos anos 1950. No cinema, esta espécie de revivalismo também se tem sentido – poderíamos nomear vários exemplos, mas talvez o filme de Tom Ford A Single Man seja um dos mais significativos.
Um dos traços comuns destas produções é um grande cuidado na reconstituição histórica e, em particular, nos guarda-roupas. Mas será que a sua mais valia é apenas uma questão de moda? Será que o aparecimento de séries como Mad Men e Pan Am conseguem seduzir um público diferente para as séries norte-americanas?