Teatro e Dança

A actriz Sandra Barata Belo dá voz e espessura em palco a Morreste-me, fulminante livro escrito por José Luís Peixoto (e dedicado a seu pai). A peça, com adaptação e encenação da própria Sandra a meias com Cátia Ribeiro, está em cena no Teatro do Bairro, em Lisboa, até 3 de Fevereiro. E atenção: tem música de António Zambujo.

A peça estreou a 19 de Janeiro, no Teatro Bernardim Ribeiro, em Estremoz.

Excerto da peça Julieta está grávida*
–  inédito de Tiago Ortiz (Teatro Rápido)
«JULIETAMas eu aceito que a vida é ilusão. Quem é que disse que a vida tem que ser real?ROMEUMas o amor como a vida, tem que ser real, sentido na pele. Tudo o resto pode ser uma utopia, mas o amor é a alma da vida.
JULIETAAcordar ao lado de quem amas, fazê-lo sorrir, abraçá-lo, sentir o seu corpo, tudo isso é verdadeiro e belo.
 ROMEULavar-lhe e coser as meias, aturar o filho dele mais a santa da ex-mulher, baixar a tampa da sanita.
JULIETATu perdeste o sentido do amor. Estás preso à dor do amor. Quando se ama tudo isso são pequenas pedras ao longo do rio. Perturbam mas não param o rio.
ROMEUComo se pode amar sabendo que é eterno. Que não é preciso o esforço de todos os dias, de todas as horas, de todos os minutos. Quase que me esqueço de te amar. Eu quero-te tocar, mas tu és a única mulher em quem vou tocar para o resto da vida.»
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 * Julieta está grávida é uma peça de teatro de 15 minutos, em exibição até ao final de Agosto, no Teatro Rápido. Nas outras três salas do espaço, situado no Chiado, em Lisboa, apresentam-se as obras de “microteatro” Se soubesses o quanto isso me magoa, dizias outra vez, Conversas sobrepostas ao barulho da cidade e Um chá a dois. Todas as peças duram 15 minutos, saem de cena em Setembro e estão comprometidas com um tema mensal: em Agosto, o ciúme. Julieta está grávidaHorário das sessões: 18h20/ 18h45/ 19h10/ 19h35/ 20h/ 20h25 Sala 4 | quinta a segunda | m/12 | 3€Texto: Tiago OrtisEncenação: Miguel BarrosInterpretação: Jenny Romero e Tiago OrtisDirecção de actores: Susana ArraisFotografia: Sofia Ferreira

Excerto da peça Julieta está grávida*

–  inédito de Tiago Ortiz (Teatro Rápido)

«JULIETA
Mas eu aceito que a vida é ilusão. Quem é que disse que a vida tem que ser real?

ROMEU
Mas o amor como a vida, tem que ser real, sentido na pele. Tudo o resto pode ser uma utopia, mas o amor é a alma da vida.

JULIETA
Acordar ao lado de quem amas, fazê-lo sorrir, abraçá-lo, sentir o seu corpo, tudo isso é verdadeiro e belo.

ROMEU
Lavar-lhe e coser as meias, aturar o filho dele mais a santa da ex-mulher, baixar a tampa da sanita.

JULIETA
Tu perdeste o sentido do amor. Estás preso à dor do amor. Quando se ama tudo isso são pequenas pedras ao longo do rio. Perturbam mas não param o rio.

ROMEU
Como se pode amar sabendo que é eterno. Que não é preciso o esforço de todos os dias, de todas as horas, de todos os minutos. Quase que me esqueço de te amar. Eu quero-te tocar, mas tu és a única mulher em quem vou tocar para o resto da vida.»

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O quarto número da Drama está online. A revista de cinema e teatro da Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos tem, nesta edição, entrevistas a Jean-Pierre Sarrazac, Jorge Silva Melo, Juan Mayorga, Tim Crouch e José Maria Vieira Mendes (dossier sobre dramaturgia contemporânea); uma  entrevista a John Logan, guionista de A Invenção de Hugo e Coriolano; e um elogio a Suso Cecchi D’Amico, argumentista italiana que colaborou com realizadores como De Sica, Visconti ou Antonioni.

O quarto número da Drama está online. A revista de cinema e teatro da Associação Portuguesa de Argumentistas e Dramaturgos tem, nesta edição, entrevistas a Jean-Pierre Sarrazac, Jorge Silva Melo, Juan Mayorga, Tim Crouch e José Maria Vieira Mendes (dossier sobre dramaturgia contemporânea); uma  entrevista a John Logan, guionista de A Invenção de Hugo e Coriolano; e um elogio a Suso Cecchi D’Amico, argumentista italiana que colaborou com realizadores como De Sica, Visconti ou Antonioni.

casaconveniente:

[SEM TÍTULO] CARVÃO SOBRE TELA
um espectáculo de Mónica Garnelum texto de Miguel Castro Caldas
fotografia: Bruno Simão
16 a 22 de Abril de 20122a-feira a domingo, em sessões duplas1a sessão: 20h / 2a sessão:  22hCasa Conveniente

Mónica aparece e diz que quer casar, para não dizer accionar a casa, para não dizer dar azo à caixa de onde saiu, mas as casas estão agarradas aos bancos, a multidão ocupou as ruas, e à Mónica só resta entrar na floresta, para o que der e vier.
Mónica Garnel encena e interpreta [sem título] carvão sobre tela, um texto original de Miguel Castro Caldas, com a participação especial de Rute Cardoso e de 7 actores convidados, um em cada dia de apresentações.
Bernardo Almeida, Diogo Bento, José Miguel Vitorino, Mário Fernandes, Pedro Gil, Ricardo Neves-Neves e Tiago Barbosa julgam que sabem ao que vão.

casaconveniente:

[SEM TÍTULO] CARVÃO SOBRE TELA

um espectáculo de Mónica Garnel
um texto de Miguel Castro Caldas

fotografia: Bruno Simão

16 a 22 de Abril de 2012
2a-feira a domingo, em sessões duplas
1a sessão: 20h / 2a sessão:  22h
Casa Conveniente

Mónica aparece e diz que quer casar, para não dizer accionar a casa, para não dizer dar azo à caixa de onde saiu, mas as casas estão agarradas aos bancos, a multidão ocupou as ruas, e à Mónica só resta entrar na floresta, para o que der e vier.

Mónica Garnel encena e interpreta [sem título] carvão sobre tela, um texto original de Miguel Castro Caldas, com a participação especial de Rute Cardoso e de 7 actores convidados, um em cada dia de apresentações.

Bernardo Almeida, Diogo Bento, José Miguel Vitorino, Mário Fernandes, Pedro Gil, Ricardo Neves-Neves e Tiago Barbosa julgam que sabem ao que vão.